Sonamet prepara expansão para o sector petrolífero da Namíbia
A empresa angolana Sonamet, referência na área de fabricação e engenharia para a indústria de petróleo e gás, anunciou planos para expandir as suas operações para a Namíbia, como parte de uma estratégia de diversificação regional.
Em declarações recentes, Sandro Ferreira, executivo sénior da Sonamet, revelou que a companhia está a negociar com o governo e instituições públicas namibianas com o objectivo de criar uma presença sólida e competitiva no país. As conversações estão focadas em incentivos fiscais e acordos de zonas francas, que poderão tornar a Namíbia um destino estratégico para futuras operações da empresa.
“O nosso principal foco neste momento é a Namíbia, o nosso vizinho mais próximo, e, em certa medida, Moçambique. Estamos a acompanhar de perto as oportunidades e a dialogar com o governo para compreender como podemos tornar-nos mais competitivos, especialmente através de incentivos fiscais e zonas francas”, afirmou Ferreira.
A proximidade geográfica e o forte crescimento do sector energético namibiano são apontados como factores decisivos para o interesse da Sonamet. Com quase três décadas de experiência na fabricação e montagem de estruturas para a indústria petrolífera, a empresa acredita estar bem posicionada para contribuir para os novos projectos energéticos da região.
Ferreira destacou ainda que a expansão não se resume apenas a metas comerciais, mas também ao fortalecimento do conteúdo local e ao desenvolvimento de competências técnicas. Nesse sentido, a Sonamet já formou 30 soldadores e canalizadores namibianos, preparando-os para futuras colaborações em projectos de fabricação.
“Ao expandir, temos dois grandes objectivos: aumentar a nossa presença e apoiar o desenvolvimento local. Em Namíbia, queremos integrar profissionais locais nas nossas instalações, para que possam trabalhar nos seus próprios projectos”, acrescentou o executivo.
A Sonamet pretende também capitalizar a sua vasta experiência e capacidade técnica adquirida em Angola para responder às exigências dos mercados petrolíferos dos países vizinhos, consolidando-se como uma referência regional na indústria de petróleo e gás.
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